Quem disse que o céu pode esperar? Quem esperam são as pessoas, mas o céu não pára, está no meio de nós, bem como a sua privação, para quem não o quer, por agora (aqui, sim, o céu “espera”).
Agora para ti, Pedro: interpretas o que compões como ninguém, acho perfeito cantares com os óculos. As pessoas têm a sua maneira de dar mais. E tu dás muito, eu sei, a começar na tua família. E ai de ti se não te poupas (que é para te “gastares” bem, carago).
Muito do meu tempo é a viver a vida “à Manoel de Oliveira.” Ele pinta-me os olhos todos os dias. Tu também ajudaste ao ” matar” no filme da Princesa MASTROIANI. Isto para dizer que os olhos mostram. Por isso quero ver o teu olhar. Quando eu nasci, há 52 anos e 9 meses, o Verbo, mais uma vez fez-se carne. Por isso é que a carne é o meu mar. O Cristianismo é a religião da CARNE. As pessoas – falo por mim – gostam de ver, de falar, de tocar, de se abraçar, de se beijar, porque são de carne. Uma espécie de “vampiras”.
Isto já vai longo. Eu vou ao Porto, roubo-te um minuto, e dás-me mais humanidade.Quando tenho ideias destas dizem-me, “és doida”. Que seja.
Há no entanto quem alinhe. “Vamos no meu carro, meninas! Se ele disser que não, a tia não se zanga. Olha, vamos ao Majestic.”


Pede-me a paz/Dou-te o mundo/Louco, livre assim sou eu/Solta-te a voz lá do fundo,/Grita, mostra-me a cor do céu./Sangue,/Ardente,/Fermenta e torna aos/Dedos de papel./Luz,/Dormente,/Suavemente pinta o teu rosto a/pincel.

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