LMC 29
Luís Miguel Cintra está convicto de que «a Arte pode ser fundamental na reinvenção da sociedade»

link:http://www.snpcultura.org/luis_miguel_cintra_diz_o_nome_Deus_e_manifesto_contra_momento_trevas_cornucopia.html

Luís Miguel Cintra diz que ciclo “O Nome de Deus” é «quase um manifesto» contra «momento de trevas» na Cornucópia e nas artes em Portugal

O cofundador e diretor do Teatro da Cornucópia, Luís Miguel Cintra, considera que o ciclo “O Nome de Deus”, que começou este sábado, «é quase um manifesto» perante o «momento particularmente grave na evolução do trabalho da companhia».

«A recente desvalorização explícita da utilidade pública do teatro e das artes em geral como consequência da declarada crise financeira, este momento de trevas em que não sabemos se teremos condições para continuar, vem precipitar uma indispensável reflexão sobre o nosso ofício que passa para nós pela reafirmação de uma evidência: a natureza política do nosso trabalho», lê-se na folha de sala correspondente à leitura de Gennariello, do italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975).

«A procura por tanta gente de um regresso a valores de natureza religiosa que me parece notar-se e até, de certa maneira, estar a ser aproveitado (porquê?) pela Igreja Católica, creio inserir-se também nessa procura de uma nova maneira de viver. E até de combater», sublinha o ator e encenador.

No texto enviado ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC), que reproduzimos na íntegra, Luís Miguel Cintra está convicto de que «a Arte pode ser fundamental na reinvenção da sociedade»

A leitura pública de Gennariello por parte do diretor da Cornucópia, sediada em Lisboa, insere-se num conjunto de atividades que antecedem a estreia, a 7 de fevereiro, da peça O Estado do Bosque, do padre e poeta José Tolentino Mendonça, diretor do SNPC.

O ciclo prossegue este domingo, às 16h00, com nova leitura do texto do cineasta italiano, prosseguindo a 26 e 27 de janeiro, respetivamente às 21h30 e 16h00, com a leitura, também por Luís Miguel Cintra, de Duas Cartas, do francês Paul Claudel (1868-1955).

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