lula 2011

Tocar em alguém é essencial para mim. Seja quem for. Patife, santo, mal cheiroso, Chanel. E seja mesmo quando não se sabe bem onde , como na Cristina, que morreu de sida passados uns minutos de estarmos às festinhas, e de eu lhe falar ao bocadinho de ouvido que ainda ali estava e de rezar o terço pondo o nome no pronome. No “estar ao pé”, verifico o mesmo coração. Às vezes “enterrado” mas lá. Diferentes, somos todos o mesmo. Pertencemo-nos (foi o que S.Paulo disse aos Coríntios ontem). Alguns temos é pouco jeito. Mas não faz mal. Para que serve o tempo? Mas o tempo vai passando…e nós nem sempre!
Ao estar em frente de alguém verifico que o “olho” e o “olhar” prescindem de fronteiras geográficas, que são uma unidade misteriosa (iluminante). Verifico que aquela pessoa se dá na explosão de uma presença que, por instantes, põe de lado os compartimentos em que nos queremos dividir, como se fossemos um T1 ou uma Mansão. Claro que há o tempo do saber: da filosofia, da psicologia, e de todas as ciências humanas e as exactas, que estudam tudo isto. E este ano muito agradeço os ensinamentos da Psicologia e da Psiquiatria. Tudo pode contribuir para a realização de cada pessoa.

O Lula? Tudo o que disse confirma. E mais: ele tem mesmo aquele carisma de que se fala.Nossa!Ao agarrá-lo toquei-lhe no corpo e no espírito ao mesmo tempo. Às vezes há quem nos toque, mas primeiro só no corpo. Pensamos nós. O toque que nos foi dado mais dentro é sentido só “depois”. Já vai longo.
As pessoas é do melhor. São tão bonitas. E eu preciso. Nasci assim.

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