Jogo dos sete erros. Obrigada Adelaide pelo que enviou para o 100mim das redes sociais

Rei mago escurinho” de Arménio Carlos gera polémica

por FM com RSF27 janeiro 201364 comentários

Arménio Carlos
Arménio Carlos discursa no fim da manifestação dos professores, sábado, em Lisboa Fotografia © Leonardo Negrão / Global Imagens

O líder da CGTP Arménio Carlos usou uma frase para caracterizar Abebe Selassie, chefe da missão do FMI para Portugal, que ontem se tornou viral nas redes sociais e gerou uma enorme polémica.
“Daqui a pouco vêm aí outra vez os três reis magos, um do Banco Central Europeu, outro da Comissão Europeia e o mais escurinho, o do FMI, e já se fala em mais medidas de austeridade”, afirmou o líder sindical no sábado, no palco montado no Rossio, no fim da manifestação que reuniu 40 mil professores em protesto em Lisboa.
A ideia “rei mago escurinho” faz com que Arménio Carlos esteja a ser alvo de várias acusações. Marcelo de Rebelo de Sousa, ontem à noite na TVI, disse não “haver necessidade” e que uma frase assim fica mal a qualquer pessoa, ainda mais a “um homem de esquerda”.
No Facebook, entre outros, Daniel Oliveira, do Bloco de Esquerda, e Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, também não deixaram passar em claro a frase. “Esta crise anda a fazer quase toda a gente perder o norte e o sul”, escreveu Daniel Oliveira, que “postou” ainda: “Coisas extraordinárias vêm de quem menos se espera”. Rui Moreira era mais duro: “Se não fosse comunista, caia o “Carmo e a Trindade””.

Fernando Ulrich

“Se os sem abrigo aguentam, por que é que nós não?”

O “patrão” do BPI decidiu hoje explicar a sua polémica (e famosa) declaração “Ai aguenta, aguenta”, relativamente à questão de se o país aguenta mais austeridade. E fê-lo com uma frase igualmente polémica.
Foi no passado mês de outubro que Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, disse que Portugal aguentaria ainda mais austeridade. Hoje, esclareceu o que queria dizer, comparando a situação de cada cidadão à dos sem-abrigo.
Durante a conferência de apresentação dos resultados do banco, o banqueiro começou por dar o exemplo da Grécia:”Se os gregos aguentam uma queda do PIB de 25% os portugueses não aguentariam porquê? Somo todos iguais, ou não?”, questionou, citado pela TVI24.
E depois chegou aos sem-abrigo: “Se você andar aí na rua e infelizmente encontramos pessoas que são sem-abrigo, isso não lhe pode acontecer a si ou a mim porquê? Isso também nos pode acontecer”.
“E se aquelas pessoas que nós vemos ali na rua, naquela situação e sofrer tanto, aguentam, porque é que nós não aguentamos?”, acrescentou. “Parece-me uma coisa absolutamente evidente”, concluiu.

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