Não transcrevo, mas destaco algumas coisas que o RAP disse.
1.

ninguém quer ser Raskolnikov
não acredito em Cristo, mas acredito nos “cristãos”, acredito nas pessoas
para mim o que está em causa é a questão da morte, uma longa noite de sono
Hamlet: ser ou não ser? A morte é um sono sem sonhos. Então e se o sono tiver sonhos terríveis?
Pra Philiph Roth, Every Man, morte é um sono sem sonhos.

Para nós ateus a morte é um sono. Onde vou buscar conforto? À Bíblia, no livro do Eclesiastes.

2.

O livro do Eclesiaates deve ter sido escrito por um ateu, Cohelet: tudo é vão, “vapor dos vapores”; nada mais resta senão comer, beber, e ser alegre. A própria teoria dele é então também vã. Mas no fim há uma outra voz que diz “vamos temer a Deus”.
A minha profissão relaciona-se com a morte. Tem a ver com a morte. Monólogo, no Hamlet, com a caveira do bobo da corte. “Porque é que agora não te ris?”. É o meu trabalho como humorista, dizer às pessoas que por mais maquilhagem que possam usar, é àquele estado que vão chegar.

3.

Os epitáfios humorísticos.
As pessoas quando morrem ficam com os pés frios; a Joana d´Arc não.
Sou filho único. Vivi muito com a minha avó. E ela não se ria. E eu fazia tudo para a fazer rir.

É isto: passei a minha vida a tentar fazer rir uma velhota, e agora quero generalizar.

E o que ele diz de Rabelais….

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