http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=68068&opiniao=Opini%EF%BF%BDo

“Três pequenas histórias. E três personagens: um banqueiro, um poeta e um taxista. Não é um western spaghetti. Nem Sérgio Leone seria o realizador perfeito, mas gosto das três. Cada uma à sua maneira.”, diz o colunista. Gosta bem : “já não se fazem panelas como antigamente”…

eduardo-lourenco
Eduardo Lourenço: foi com ele que me aconteceu o bichinho da entre-vista

Quanto a mim, fico com o Herberto Helder. O maior poeta vivo, filho de um “inimigo” meu que conheci numa praia e me disse que era filho dele, sem eu lho ter perguntado. “O quê? Não pode ser!” . E quando lhe contei do meu desejo de entrevistar o pai, só faltou bater-me. Depois apareceu outro filho dele.Do poeta.

Ah, e já fui à tasca várias vezes. Da primeira vez estava quase vazia. Só lá estava o João Botelho. Estou como o outro: acredito em impossibilidades. Pelo sonho é que vamos. E não é invadir alguém que tem a sua preciosa privacidade. É querer ouvir um homem que tem para dizer também de forma não poética. Primeiro a mim, depois partilho. Gosto muito de o fazer.

Do que não gosto mesmo é de conversa fiada. A começar pela minha. Preciso de ouvir PALAVRAS que me “façam” ou participem na construção. Preciso de ouvir quem me fale deste mundo – o tal maravilhoso mundo da canção – de forma BRUTAL E CONTRA A MINHA CARNE, CONTRA O MEU TEMPO.

Advertisements