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Henrique Leitão

Posted on February 26, 2011 by fatima100mim

COM OS PÉS “BEM” ASSENTES.

Parabéns! Concordo 100 por 100 com o que disse ontem na UCP. Agora, para ter Esperança é preciso ser muito, muito, amado. Quem ama este Portugal?

Só espera quem é amado. Quem não acredita, não está pronto para o diálogo. Por isso é que Claudel dizia que entre as três – a fé , a esperança e a caridade – a fé é qualquer coisa de excepcional. E vem Primeiro. Ou seja, só podemos pôr o “pé” no homem (em mim) com o “pé” assente em quem me “faz”, agora, e a seguir, e a seguir , e a seguir….

fonte: Agencia Ecclesia

Lisboa: Cardeal-Patriarca desafia sociedade à «ousadia da esperança»

D. José Policarpo celebra este sábado 75 anos de vida, e foi homenageado pela Universidade Católica Portuguesa

«Lisboa, 25 Fev – D. José Policarpo convidou hoje a sociedade portuguesa e o mundo em geral a serem “ousados na esperança”, num tempo em que “todos”, até “a própria Igreja”, estão a ter “uma visão muito pessimista da História”.
Homenageado na Universidade Católica de Lisboa, que antecipou em um dia a comemoração dos 75 anos do seu “Magno Chanceler”, o Cardeal-Patriarca relembrou uma importante lição, que guarda consigo desde os seus tempos de estudante.

“Uma coisa que eu aprendi é que a voz da História ouve-se em silêncio, está em dimensões que não vêm nas primeiras páginas dos jornais, e é preciso saber ler não apenas o desastre” sublinhou, apelando às pessoas para, “apesar de tudo, acreditarem no Homem “.

Com uma vida umbilicalmente ligada ao mundo académico, D. José Policarpo tem uma relação muito próxima com a UCP, onde assumiu os cargos de professor, director da Faculdade de Teologia e reitor.

“A nossa dívida não é mensurável, D. José está entre os fundadores desta universidade, estabeleceu os critérios e os fundamentos que permitiram que ela tivesse o prestígio que tem hoje” sublinhou Manuel Braga da Cruz.

O reitor fez ainda votos para que esta ligação com o Cardeal-Patriarca se possa estender “por muitos anos”.

A UCP procurou “reavivar os temas mais marcantes” do pensamento do seu “Magno Chanceler”, através de um colóquio comemorativo intitulado “Um pensamento em acção: D. José da Cruz Policarpo.

Ao professor Peter Stilwell, da Faculdade de Teologia, coube falar sobre “a teologia dos sinais dos tempos”, uma matéria que marcou a tese de doutoramento de D. José Policarpo, há 40 anos, na época do Concílio Vaticano II.

O sacerdote considerou o Cardeal-Patriarca “tributário e expressão” de uma Igreja que, mais do que “entrincheirar-se perante um mundo que fugia cada vez mais à sua influência”, como aconteceu no período a seguir à Reforma Protestante no Ocidente, a partir do século XVI, passou a procurar aprender com os sinais que o mundo lhe transmitia.

o professor Henrique Leitão, da Faculdade de Ciências de Lisboa, abordou a “Razão Científica e a Fé no pensamento de D. José Policarpo”.

O docente realçou que a “relação entre a razão científica e a fé é hoje um enorme campo de possibilidades e de energias conjuntas” e que “no centro deste debate está a Razão, entendida como D. José a explicou, alargada e sempre pronta para o diálogo”.

O campo da “Cultura e Evangelização”, coube a Manuel Carmo Ferreira, da Faculdade de Letras.

“A crítica da Razão moderna, das roturas que introduz na Cultura, só terá verdadeira pertinência se for acompanhada da crítica do cristianismo moderno que, nas palavras de D. José, lidou mal com a incisão cultural”, destacou.

O último orador, Mário Bigotte Chorão, professor da Faculdade de Direito da UCP, abordou o contributo dado pelo Cardeal-Patriarca, na relação entre “Religião e Política”.

“Recorrendo aos escritos de D. José Policarpo é fácil verificar a amplitude da sua missão teológico-política, que abrange a totalidade dos temas clássicos” declarou o docente, apontando como exemplos o fundamento da sociedade política, o bem comum temporal, a justiça e a lei, o direito do Homem, a autoridade, a Igreja e o Estado.»

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