Sou fracota a História, mas a mulher internacional, do dia de ontem, teve a sorte de ouvir umas boas, ontem, ao almoço. Esta abaixo é uma , aqui em forma de artigo do Público, que tem seguido de perto este dossier Bento XVI. Vou pondo o que aprendi, por estes dias.
Adoro bons almoços com pessoas vivas. Em que se ri muito e ficamos melhores, com vontade de colorir os segundos. A colori-los, quero dizer. Cheios de razões que nos fazem respirar. Era sexta-feira e eu comi carne (upssss). Não que não seja bom seguir os conselhos da Santa Madre Igreja, mas porque sim. E porque sei que o cristianismo não é uma moral (então tanto faria) mas uma Pessoa que sigo, da forma que me aconteceu e acontece. Às vezes deito a mesa a baixo. Mas depressa volto. E disseram uma vez, e tenho verificado na minha vida, que quem segue o Senhor é bem “pago”. Mais: o Senhor não só é bom pagador, como paga “logo”. É mesmo.

Pope Benedict places a white stole on the relic of Pope Celestino V in L'Aquila
Celestino V, aqui numa visita que Bento XVI lhe fez

Gregório XII
Gregório XII

Papa que renunciou antes de Bento XVI saiu para acabar com o Grande Cisma do Ocidente

JOÃO MANUEL ROCHA 11/02/2013 – 15:50
É preciso recuar seis séculos para encontrar o anterior caso de abdicação de um Papa.

Gregório XII, nome adoptado pelo italiano Angelo Correr (ou Angelo di Corario), foi o Papa que renunciou antes de Bento XVI. Fê-lo há quase seis séculos, em 1415, por motivos bem diferentes: para pôr fim ao Grande Cisma do Ocidente, que dividiu profundamente a Igreja Católica.

Eleito num contexto de disputas, pontífice entre 30 de Novembro de 1406 e 4 de Julho de 1415, Angelo Correr coabitou, não em simultâneo, com quatro diferentes “anti-Papas”, que punham em causa o poder de Roma, explicou ao PÚBLICO o cónego Manuel Gonçalves, especialista em Direito Canónico. Afastou-se, durante o concílio de Constança, como parte da solução para pacificar a Igreja Católica.

A divisão entre católicos que obedeciam ao Papa de Roma e ao “anti-Papa” de Avignon, fomentada por interesses políticos, e tendo como pano de fundo a Guerra dos Cem Anos, ganhou forma em 1378. Só seria ultrapassada com a eleição do sucessor de Gregório XII , Martinho V, escolhido em 1417 e reconhecido por todos como “Papa legítimo”.

O conflito ganhou forma quando, em 1377, Gregório XI, com a oposição da França e de diversos cardeais, decidiu regressar a Roma, de onde a Cúria tinha saído sete décadas antes para Avignon, por influência de Paris.

Alguns dados da vida de Angelo Correr, nascido em Veneza, têm diferentes versões. Desde logo a data de nascimento: na Enciclopédia Brittanica diz-se que foi por volta de 1325, a Grande Enciplopédia Portuguesa e Brasileira refere 1327. Antes de liderar a Igreja Católica, Correr tinha sido bispo de Castello, nos chamados Estados Papais, e patriarca latino de Constantinopla. Manteve-se como cardeal até à sua morte, em Outubro de 1417, em Recanalli.

O primeiro caso de renúncia de um “Papa legítimo” é o de Celestino V, nome de Pietro de Morrone, ou Pietro del Murrone, que viveu entre 1215 e 1296. Eremita escolhido para ocupar um vazio que se prolongava há dois anos, manifestou inaptidão para jogos de poder e renunciou poucos meses depois de ter sido eleito em 1294. Foi canonizado em 1313 e ficaria conhecido como S. Celestino.

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