Obrigada, Adelaide. Parece mentira.

Leblon

http://oglobo.globo.com/rio/incendio-no-leblon-revela-despreparo-dos-bombeiros-7742910

outra:

RIO — Imagens de uma câmera de segurança de um prédio na Rua General Venâncio Flores, no Leblon, mostram que o incêndio ocorrido no último domingo em outro edifício — no qual um casal morreu ao se jogar da janela — começou às 23h09m. Assustados, vizinhos começaram a ligar para o número 193, da emergência dos bombeiros, e às 23h20m um deles foi informado de que a corporação já sabia do problema. Os bombeiros, no entanto, só chegaram ao local, segundo mostra o vídeo, às 23h31m.

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Como a primeira equipe não tinha escada Magirus, foi obrigada a acionar o quartel de Copacabana, um dos poucos do Rio a contar com o equipamento. O comandante da unidade, Alex Vander, disse, no dia seguinte à tragédia, ter chegado às 23h45m, nove minutos depois de ter sido acionado, mas imagens de outro prédio, na Avenida General San Martin, vistas pela equipe do GLOBO, mostram que a escada Magirus só chegou ao local às 23h56m. E o caminhão ainda teve que manobrar para entrar na General Venâncio Flores. Nesse horário, o desembargador Ricardo Areosa e a mulher dele, Cristiane Pinto, já haviam pulado para a morte.
Horários diferentes
Na quinta-feira, o Corpo de Bombeiros informou horários diferentes dos ditos pelo comandante Vander. Segundo a corporação, o quartel de Copacabana foi acionado para apoio às 23h37m, e a escada mecânica chegou ao local às 23h57m, quando o incêndio já havia sido controlado. Pela nota dos bombeiros, a equipe de Copacabana levou 20 minutos para sair do quartel, na Praça Cardeal Arcoverde, e chegar ao Leblon. Ontem, de carro, uma equipe do GLOBO fez o mesmo trajeto, a partir das 12h51m. Embora não tenha ultrapassado nenhum sinal vermelho, como podem fazer os bombeiros, e tenha encontrado no caminho uma colisão de um táxi num poste, que tumultuava o tráfego na Avenida Rainha Elizabeth, o carro do jornal levou apenas 11 minutos e seis segundos para chegar ao prédio onde houve o incêndio.
A delegada Flávia Monteiro, da 14ª DP (Leblon), que investiga o caso, quer saber se o incêndio foi criminoso ou acidental. Na quinta-feira, ela recebeu um laudo preliminar da perícia e mandou policiais a prédios próximos para tentar localizar imagens que mostrem o incêndio. Flávia ouviu testemunhas ontem e pretende terminar a investigação até a próxima sexta-feira.
No domingo, vizinhos do edifício Tanger, onde o apartamento pegou fogo, disseram que os bombeiros demoraram mais de 40 minutos para chegar. Acuados pelas chamas, o desembargador e a mulher pularam da janela da área de serviço. Vizinhos tentaram ajudar o casal, mas não conseguiram arrombar a porta, de madeira maciça e com quatro trancas.
Moradores devem combinar como agir
O principal inimigo da segurança nos prédios é a falta de comunicação entre os condôminos, na avaliação do engenheiro Moacyr Duarte, pesquisador da Coppe/UFRJ e especialista em situações de risco. Ele diz que o mais importante para a defesa é estabelecer uma conduta coletiva.
— É fundamental haver alguma combinação sobre como agir no caso de um incêndio. Pouco se fala sobre segurança num condomínio — afirmou.
Para ele, é desnecessário haver extintores de incêndio dentro dos apartamentos. Mais importante seria qualificar funcionários e moradores sobre o uso dos equipamentos disponíveis nas áreas comuns do prédio.
— Ações que favoreçam o individualismo, como a inclusão de extintores de incêndio em cada unidade, não são as melhores. Até porque não adianta colocar o equipamento sem haver treinamento. Quase ninguém sabe usá-lo. É preciso aproveitar as reuniões de condomínio para analisar se há algo inflamável no hall dos prédios, como carpete, e como ocorrerá o aviso em caso de emergência. A tecnologia hoje permite, por exemplo, que apertando um único botão o porteiro acione todos os interfones do prédio ao mesmo tempo. Os moradores devem saber que, se isso ocorrer, é sinal de uma emergência. A forma como ocorrerá a evacuação também precisa ser combinada — explicou o especialista.
Há outras questões que devem ser discutidas nas reuniões de condomínio, diz Duarte. Prédios antigos podem ter instalações elétricas que suportam uma carga inferior à usada pelos moradores. Ter atenção aos disjuntores também é importante, e é recomendável acrescentar machados aos kits contra incêndio disponíveis nas áreas comuns

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