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Jesus, do filme de Pier Paolo Pasolini “Evangelho segundo Mateus”

Julián Carrón: “Com a escolha do nome indica-nos que não tem outro riqueza a não ser Cristo”
14/03/2013
fonte: site CL

Na alegria incontível por ter um novo guia para o nosso povo de crentes, impressionou-me como conseguiu comunicar-nos desde os primeiros movimentos, com gestos simples, compreensíveis para todos, onde fixa o seu olhar. Com a escolha do nome, Francisco indica-nos que não tem outra riqueza senão Cristo. Que não se confia a nenhuma outra modalidade de o comunicar que não seja o simples e nu testemunho de Cristo.

O Papa Francisco expressou, com um pedido desarmante, a consciência que este testemunho é pura graça que deve ser mendigada: “Peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe”. Na oração do Papa juntamente com a multidão da praça de São Pedro tomou forma diante dos olhos do mundo o milagre daquela vida que é a Igreja, cujo coração é o próprio Cristo.

Impressiona-me a profunda sintonia, fundada na fé em Jesus Cristo, entre o realismo de Bento XVI, que com o seu gesto recordou ao mundo que a Igreja é de Cristo, e o humilde realismo do Papa Francisco, que desde logo expressou a consciência do seu ministério enquanto Bispo em comunhão e em caminho com o povo da Igreja de Roma: “que é a aquela que preside na caridade todas as Igrejas”, segundo a feliz expressão do grande santo Inácio de Antioquia.

Comovidos pelo convite para começarmos juntos o caminho, Bispo e povo, peçamos a Nossa Senhora para cada um de nós, o abandono a Cristo que nos testemunha Francisco neste momento.

Gratos ao Espírito que deu um guia à sua Igreja, começamos por isso o caminho desejosos de seguir e de servir o Papa com tudo de nós próprios segundo o ensinamento que recebemos de don Giussani: “O rosto daquele homem [Cristo] é hoje o conjunto dos crentes, que dele são o sinal no mundo, ou – como diz São Paulo – são dele o Corpo, Corpo misterioso, chamado também “povo de Deus”, guiado como garantia por uma pessoa viva, o Bispo de Roma”.

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