Francisco I 13

Basta ler cada linha, dita ao ritmo do “suspiro divino”, da janela mais olhada e esperada, ontem. E se calhar sempre. Queria comentar cada uma. Não posso.
Mas leio e releio esta parte. De uma subtileza que rompe. Uma simplicidade, certeza, beleza e força desarmantes. Como se dissesses – como “fez” o gesto de Bento XVI – “isto não é meu”, e a isto “presido”. Como? Na “caridade”. Que grande promessa.

A caridade tudo suporta, tudo espera, tudo crê, nada teme (cf. ICor13, 1-13). E não passará.

Mais UM disposto a ser crucificado de cabeça para baixo. A confirmar-me na fé que livremente recebo cada dia que passa. Mesmo se a casa parece vir abaixo – o mundo, todos, a minha, os meus e eu – tenho uma sorte “do caraças”. É certo que olho sempre em frente, mas não sou eu que envio o vento que bate na minha cara quando fecho os olhos e acordo todos os dias. Não sou eu que me dou a chuva e o sol que me acontecem, todos os dias.

Gosto muito de ti FRANCISCO. Ainda tremo agora, como quando ontem, ao conduzir ouvi na rádio o teu nome. Viraste também uma página dos meus olhos. Bem que os lavaste. Compreendi naqueles breves minutos que “fizeste”, que tens muita PINTA. E começaste logo com um sentido de humor espantoso. Brilhante! E ao arregaçar as mangas – embora todos os teus gestos fossem muito leves, mas a transbordar de autoridade vivida – foi isso que pediste. Fartinhos de lamechices e politiquices. A página está virada. E agora Francisco? Eu sei, a barca não se perde. Mas e agora?

«E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo… este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!» (Francisco I, 13.3.2013)

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