Francisco I 007
um sorriso que diz tudo

Ele anda de metro. Mas tenho a sensação que nestes dias vou continuar a apanhá-lo em missões impossíveis, no metro e fora do metro; à 007. Gosto disto: tanto me dá um jaguar (têm uma pintarola!) como uma bicicleta. Ou os pés. Graças a Deus tenho dois. Porque do que gosto mesmo é de respirar tudo, e o mais fundo e leve que possa.

“Sentido de humor, gestos simples e palavras sérias”, diz Sofia Lorena, do Público em Roma. E continua citando o Papa: «… “Se não confessamos a Jesus Cristo, tornamo-nos uma ONG piedosa, mas não a Igreja”, disse, de improviso, aos cardeais. Foi o primeiro dia do Papa que escolheu chamar-se Francisco, “um nome que é um vínculo” e “quase uma denúncia”.» A ler no Público de hoje.

E já deu para perceber que os improvisos deste Papa, têm passe, vêm “carregadinhos”. Um, entre muitos: a expressão Igreja de Roma como “aquela que preside na caridade a todas as Igrejas” (e que Francisco I usa quando aparece à famosa janela pela primeira vez) é do grande santo Inácio de Antioquia. Já percebi que os improvisos deste Papa são como um direito que tem forro, avesso. O agente britânico também não faz aquelas coisas do nada. Mas claro, o estilo e a criatividade marcam a diferença. O Céu lá “caiu” mais uma vez. Está no meu colo.

Advertisements