Gosto desta:  “Eu sempre espero uma coisa nova de mim, eu sou um frisson de espera – algo está sempre vindo de mim ou fora de mim.”

ClariceLispector_expoLx

http://www.portugaldigital.com.br/cultura/ver/20076165-lisboa-abre-exposicao-sobre-clarice-lispector

Lisboa abre exposição sobre Clarice Lispector

01/04/2013 07:20

O Museu Gulbenkian, na capital portuguesa, inaugura esta semana a exposição “A hora da estrela”, que já foi vista por mais de 700 mil pessoas, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília e ainda em Bogotá, na Colômbia.

Lisboa – A Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, abre na próxima sexta-feira, 5 de abril, a exposição “A hora da estrela”, que irá homenagear a escritora brasileira Clarice Lispector. A mostra sobre a vida e obra de um dos maiores nomes da literatura brasileira poderá ser vista Galeria de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian até 23 de junho.

Integrada na programação do Ano do Brasil em Portugal, a exposição tem a coordenação e curadoria de Júlia Peregrino (a mesma coordenadora de Fernando Pessoa, Plural como o Universo), mas também do escritor Ferreira Gullar, Prémio Camões 2010. A exposição já foi apresentada no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília e em Bogotá, tendo sido visitada por mais de 700 mil pessoas.

O Museu Gulbenkian receberá a mostra tal como foi vista no Brasil, dividida em seis núcleos, e onde se pretende recriar ambientes dos livros de Clarice Lispector ou passos da sua existência. Textos, fac-símiles, fotografias e documentos pessoais são mostrados nesta exposição, que também recria ambientes e cenários que inspiravam a escritora.

Entre outros elementos, cartas de Erico Veríssimo, Carlos Drummond de Andrade, Lygia Fagundes e muitos outros, ajudam a conhecer melhor a personalidade de Clarice.

Nascida na Ucrânia, em 1920, Clarice Lispector chegou ao Brasil com menos de dois anos de idade. Antes de se mudar para o Rio de Janeiro, em 1937, viveu em Alagoas e em Pernambuco. Passou muitos anos fora, acompanhando o marido diplomata, mas nunca se desligou do Brasil, onde morreu em 1977.

“Perto do coração selvagem” foi o primeiro dos seus 26 livros, hoje publicados em mais de 20 línguas.

 

Advertisements