NY, das minhas cidades preferidas. Porquê? Porque sim. E porque mergulhados nela, temos a experiência do potencial que é a humanidade em todas as suas vertentes de concretização. Ao lado do mais desumano, encontro o potencial dele e também, por vezes, a beleza no seu esplendor. Ou do terror à plenitude.

É por isso que, para muitos, é símbolo de qualquer coisa, de um x, do qual se ignora a face, mas que se pressente na 5ª e nas outras avenidas, ou nos becos menos “néones”. Cidade que nunca dorme, é, no dizer de Sophia, o grito de Electra, a insónia das coisas…Ou no dizer de Álvaro de Campos INSÓNIA :”…Vem, madrugada, chega!/ Que horas são? Não sei./ Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,/ Não tenho energia para nada, para mais nada…/ Só para estes versos, escritos no dia seguinte./ Sim, escritos no dia seguinte./ Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.”

Advertisements