Poesia

NOTA VERMELHA

Teci em fios caramelo

bronzes de esmalte salgado!

esperei o luar apagado

na manhã de hoje pau-santo!

aureolei teus perfumes

em púrpuras de brancura!

suguei diásporas filtradas

em ondas de cárcere sublimadas!

tangi teus seios impunes

em claustros de musgo vividos!

serpenteei teu rosto alvura

em prismas de encanto doçura!

deixei ser esta manhã frescura

este aceno bendito de natural!

floreteei cântaros abruptos

em névoas de ondas plácidas!

cavalguei meus mares

no sulco bravio intacto!

em infinito debandar.

Vermelho

breve idade.

 

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